OLIVÉ QUÍMICA Soluções profissionais em selantes de alta qualidade
A empresaProdutosProjetos realizadosConselhos práticosNovidades e notíciasLigações de interesseContacto
Os selantes     Conselhos de aplicação     A qualidade     Fundamentos técnicos     Vocabulário básico  
 
  Fundamentos técnicos  
     
 

JUNTAS DE UNIÃO

As juntas de união são aquelas cuja missão principal é servir de conexão entre elementos construtivos.

Partes de uma junta. As juntas estão constituídas pelos seguintes elementos:

O lado livre que é a superfície acessível do suporte onde está situada a junta.
Lábios da junta são as paredes laterais da junta, situadas uma em frente da outra, paralelas ou não, e que delimitam a localização do material de selagem.
Fundo de junta é um material de recheio, antiaderente e compressível que contribui a estabelecer o factor de junta adequado, segundo o vedante que se utilize.
Imprimação: Produto que se usa para tratar uma ou as duas superfícies a vedar, com o fim de melhorar ou conseguir uma correcta adesão entre estas. Ambas superfícies devem estar secas antes de realizar a selagem. Recomenda-se consultar o fabricante sobre a melhor maneira de aplicação e tipo de imprimação a utilizar.
Produtos de selagem:Vedantes.


Características do material de selagem.

As propriedades mais frequentes exigidas ao material de selagem de uma junta são as seguintes:

Elasticidade permanente.

Adesão - coesão.

Nula contracção.

Isento de dissolventes.

Resistência ao envelhecimento.

Estanquidade (gases, líquidos, fogo...).

Resistências químicas (ácidos, bases, dissolventes...).

Resistências mecânicas.

Isolamento (térmico, acústico, eléctrico)

Estética (cor, aspecto).

Função principal.
É aquela que deverá cumprir a junta durante toda a sua vida útil, e servirá para definir e valorar o conceito de "durabilidade". Quando duas ou mais funções sejam consideradas como principais, procurar-se-á que o produto ou sistema de selagem escolhido as satisfaça durante toda a vida estimada da junta.

Função secundária.
Costuma ser algo mais curta, em geral, que a função principal pela qual se colocou a massilha.
Este é o caso da cor (função estética), ainda que se considere frequentemente como função principal.

Propriedades da junta.
Utilizando os vedantes descritos no capítulo anterior, obter-se-á as seguintes vantagens:

Boa aderência ao suporte.

Impermeabilidade a líquidos.

Impermeabilidade a gases.

Resistência a ataques químicos.

Resistência aos agentes atmosféricos.

Resistência ao envelhecimento. Durabilidade.

Isolamento térmico, acústico e eléctrico.


Os suportes.
Para valorar o estado dos suportes haverá que considerar fundamentalmente a sua natureza: betão ou argamassa, aço, alumínio, vidro, plásticos, etc.

O estado das juntas.
A realização da selagem numa junta nova ou numa junta defeituosamente vedada apresenta uma problemática diferente:

No primeiro caso será suficiente, em geral, assegurar a aderência e compatibilidade do produto de selagem com o suporte, (por exemplo, eliminando restos do produto utilizado para retirar materiais colados à cofragem, calda superficial de cimento, pó, sujidade, partes soltas, etc.).

No segundo caso haverá que ter em conta a natureza do material de selagem existente, o seu estado e o da junta. Isto às vezes obriga à preparação de lábios da junta, à escolha do novo produto de selagem ou à necessidade de utilizar uma imprimação. Tudo isto aumenta a duração e custo dos trabalhos.

Em qualquer caso o vedante deverá aplicar-se sempre sobre superfícies secas.

Pôr na obra.
Conhecimento dos aplicadores. Outra coisa a ter em conta é a qualificação dos aplicadores, uma vez que os trabalhos de selagem deverão ser realizados por empresas especializadas com pessoal formado para tal efeito.

Condições de execução dos trabalhos. Deve-se ter em conta durante a execução das selagens:
-A facilidade ou dificuldade de acesso às juntas.
-As condições atmosféricas, climatológicas e meio ambientais, que possam afectar negativamente o material de selagem no seu aspecto estético ou na sua polimerização.

Prazos de espera antes de entrar em serviço. Depois de aplicar o vedante, os prazos de espera antes de entrar em serviço fixar-se-ão em função do tempo mínimo necessário para a polimerização ou cura total do vedante utilizado, o qual dependerá das condições meio ambientais e da velocidade de polimerização do vedante empregue. No caso de serem juntas que irão estar submersas, este prazo mínimo será de duas ou três semanas em função das condições atmosféricas de humidade e temperatura.

 

DIMENSIONAMENTO DAS JUNTAS

Cálculo dos movimentos.

O cálculo basear-se-á nos movimentos produzidos por dilatações e contracções térmicas, deixando a critério do projectista a consideração de outros movimentos, os quais se têm de ter em conta se se tem a certeza de que se irão produzir.
As dilatações e contracções determinar-se-ão aplicando a fórmula seguinte:

L =

L * a * T

L =

Aumento de comprimento devido à temperatura.

a =

Coeficiente de dilatação térmica do material.

L =

Comprimento no sentido perpendicular à junta.

T =

Variação da temperatura.

Capacidade de movimento.
As juntas com movimentos deverão ser vedadas exclusivamente com materiais de elasticidade permanente. Estes materiais caracterizam-se por um parâmetro peculiar denominado "capacidade de movimento", que indica a deformação máxima que pode tolerar submetido a um número indefinido de ciclos extensão-contracção, sem se romperem. Identifica-se como "m" e expressa-se em % da largura da junta.

Determinação da largura da junta.
Para que o vedante trabalhe dentro do seu campo elástico, a largura da junta virá determinada pela fórmula:

a =

L / m

a =

largura mínima da junta.

L =

alargamento devido à temperatura.

m =

capacidade de movimento do vedante em %.

T =

Variação da temperatura.

Este valor marca a largura mínima que deve ter a junta para que o vedante possa trabalhar com totais garantias. A largura máxima da junta é marcada pelas possibilidades técnicas de cada vedante em particular.

Factor de junta.
Define-se como factor de junta a relação largura/profundidade ideal para conseguir a repartição uniforme das cargas por toda a superfície de adesão para evitar zonas de acumulação de tensões. O factor de junta tem valores específicos segundo o tipo de material de selagem.
Se as selagens são rígidas não é necessário considerar o factor de junta.

Profundidade de selagem.
Determinada a largura da junta e conhecido o factor de junta correspondente ao material de selagem, calcula-se facilmente a profundidade da junta..

 

SELAGEM ELÁSTICA DE JUNTAS

Preparação dos suportes.

Saneamento. Os suportes preparar-se-ão de tal maneira que no momento de executar a selagem das juntas, estejam em perfeitas condições, para o qual eliminar-se-ão completamente manchas, partículas soltas ou mal aderidas, zonas carbonatadas, óxidos, restos de pinturas, produtos utilizados para retirar materiais colados à cofragem, etc...
Esta operação far-se-á preferivelmente mediante algum procedimento mecânico.

Limpeza. O segundo passo seria a limpeza das superfícies que deverá ser feita com um tratamento a fundo do suporte com meios tais como:

O jacto de areia: consistente em projectar um jacto de areia de sílice mediante um compressor de caudal variável segundo a distância ao suporte, com uma pressão de 7 atmosferas. A granulometria da areia será 1-2 mm.

Jacto de água-areia: sistema que combina os indicados anteriormente.

Para além disso há outros sistemas como são:

Bujarda manual ou mecânica.

Escovagem manual ou mecânica com puas metálicas.

Pistola de ar comprimido com agulhas.

Jacto de vapor.

Soprar ar a pressão.

Controlos. O último passo depois do saneamento e limpeza é fazer simples provas de controlo que indiquem se os suportes estão em condições óptimas para continuar o processo de selagem.
Algumas destas provas podem ser:

Passar a mão sobre a zona preparada e comprovar se há pó.

Bater com martelo ou outro objecto contundente para detectar as possíveis zonas ocas ou mal aderidas.

Comprovar com um elemento cortante ou de punção a coesão, dureza e existência de zonas degradadas do suporte de betão ou morteiro que se riscam facilmente.

Molhando com água a superfície de betão ou argamassa pode-se detectar a presença de restos de produto utilizado para retirar materiais colados à cofragem, de tratamentos com silicones ou outros produtos que dêem lugar à formação de gotas ou "pérolas", gretas ou fissuras não perceptíveis à simples vista, assim como obter certa ideia da porosidade e capacidade de absorção do suporte.

Protecção dos bordos da junta. Colocar a ambos lados da zona de selagem ou da junta e em todo e seu comprimento, uma fita de papel adesivo ("masking tape"), com o fim de que o vedante não manche se se derrama durante a sua colocação na zona de selagem. Esta fita retirar-se-á imediatamente depois de aplicado o vedante, e em todo caso antes que comece a polimerizar.

Colocação de um fundo de junta. O uso de um material separador, de secção rectangular ou circular, tem por objecto três funções concretas:

Estabelecer a secção óptima em função do factor da junta, delimitando a profundidade da selagem.

Impedir que o vedante se adira ao fundo da junta.

Servir de suporte ao vedante e limitar o consumo.

O diâmetro do fundo de junta deverá ser aproximadamente 1,25 vezes a largura da junta.

Imprimação. Recomenda-se consultar ao fabricante a melhor maneira de aplicação e tipo de imprimação a utilizar.

 
inicio de página aviso legal
OLIVÉ QUÍMICA (Grupo Olivé) Av. Bertrán Güell, 78. Apdo nº33. E-08850 GAVÁ (Barcelona). T+34 936 629 911 F+34 936 629 150  website created by ónodo